sexta-feira, 13 de novembro de 2015

007 Contra Spectre: Crítica


       007 Contra Spectre é um bom filme. Está longe de ser ruim ou mediano e algumas críticas veiculadas sobre o filme estão sendo até injustas, principalmente ao compará-lo com o filme anterior, Skyfall.  Um dos seus pontos altos é não cair na tentação da ação desenfreada dando mais espaço para desenvolver outras facetas de Bond. O longa questiona a o tempo todo a relevância de um agente secreto com uma licença para matar nos dias de hoje diante de tanto aparato tecnológico à disposição como drones e internet. A organização Spectre volta à franquia de 007 reformulada e trata de inúmeras questões atuais. Outro elemento que conta a favor, principalmente para os fãs é que agora James Bond aos poucos volta a ser aquele agente que em alguns momentos flerta com o humor e se vê em situações surreais, tudo feito com muita maestria pela direção de Sam Mendes.  

      
       
    Claro, o filme não é perfeito e aí ele peca em alguns momentos pela obsessão de querer ligar todos as pontas dos filmes protagonizados por Daniel Craig.  Outra falta grave do filme é não oferecer espaço suficiente para o excelente Christoph Waltz desenvolver seu vilão. Sua introdução na trama é magistral, mas depois o personagem deixa a desejar, claro que não é por culpa do ator. De qualquer forma o grande protagonista do filme parece ser a fotografia. Cenários naturais captados de forma impactante imprimem uma beleza que até compensa algumas fraquezas do roteiro. O final tão criticado por alguns evidencia o motivo pelo qual Daniel Craig não voltará a interpretar 007. 


       Spectre (título original) vale  a pena ser visto. Seja para relembrar momentos memoráveis da franquia, para os velhos fãs , seja para  os mais novos constatarem que mesmo com todas as falhas ele se mantém como um dos principais filmes deste ano e o personagem  ainda tem folego para muitas aventuras.

     





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