quarta-feira, 23 de abril de 2014

Santo do dia: São Jorge (23 de Abril)


 


"O melhor modo de venerar os santos é imitá-los"
Erasmo de Rotterdam



Conhecido como 'o grande mártir', foi martirizado no ano 303. A seu respeito contou-se muitas histórias. Fundamentos históricos temos poucos, mas o suficiente para podermos perceber que ele existiu, e que vale à pena pedir sua intercessão e imitá-lo.

Pertenceu a um grupo de militares do imperador romano Diocleciano, que perseguia os cristãos. Jorge então renunciou a tudo para viver apenas sob o comando de nosso Senhor, e viver o Santo Evangelho.

São Jorge não queria estar a serviço de um império perseguidor e opressor dos cristãos, que era contra o amor e a verdade. Foi perseguido, preso e ameaçado. Tudo isso com o objetivo de fazê-lo renunciar ao seu amor por Jesus Cristo. São Jorge, por fim, renunciou à própria vida e acabou sendo martirizado.

Uma história nos ajuda a compreender a sua imagem, onde normalmente o vemos sobre um cavalo branco, com uma lança, vencendo um dragão:

“Num lugar existia um dragão que oprimia um povo. Ora eram dados animais a esse dragão, e ora jovens. E a filha do rei foi sorteada. Nessa hora apareceu Jorge, cristão, que se compadeceu e foi enfrentar aquele dragão. Fez o sinal da cruz e ao combater o dragão, venceu-o com uma lança. Recebeu muitos bens como recompensa, o qual distribuiu aos pobres.”

Verdade ou não, o mais importante é o que esta história comunica: Jorge foi um homem que, em nome de Jesus Cristo, pelo poder da Cruz, viveu o bom combate da fé. Se compadeceu do povo porque foi um verdadeiro cristão. Isto é o essencial.

Ele viveu sob o senhorio de Cristo e testemunhou o amor a Deus e ao próximo. Que Ele interceda para que sejamos verdadeiros guerreiros do amor.

São Jorge, rogai por nós!
Fonte: Fan page Santo do dia:  https://www.facebook.com/santododia



 Desfazendo um mal entendido


Muitos fazem confusão entre o São Jorge com o Ogum, que é proprio das relkigiões afro-brasileiras. Este artigo do Clap ( http://www.institutodeparapsicologia.com.br/2010/estudos.asp) ajuda a entender e desfazer a confuisão:



No Brasil o Espiritismo de origem africano, tal como a Umbanda, Candomblé etc. inventou e popularizou amplissimamente o “São Jorge do Dragão”, que eles sincretizam e chamam Ogum. Imagens deste inexistente São Jorge ou Ogum, com  cavalo, lança, dragão etc. encontram-se por todas partes, inclusive nas ruas, com intenção de feitiçaria. Todos sabem que foi constituído padroeiro do Coríntians, e que é muito exposto e invocado pelos inumeráveis torcedores deste time de futebol.
Na realidade este São Jorge ou Ogum nunca existiu.

       É uma deturpação grosseira do mártir São Jorge, natural da Capadócia. De família cristã chegou a ser de grande e exemplar virtude.

      Jorge foi alistado na guarda particular de Diocleciano, imperador romano de 284 a 305, violentíssimo perseguidor dos cristãos. Na guarda de Diocleciano, Jorge alcançou o grau de comandante.

A perseguição ordenada por Diocleciano fez muitos mártires. Mas outros cristãos vacilavam ou voltavam ao paganismo. Compadecendo-se da fraqueza dos que fraquejavam, Jorge declarou-se publicamente cristão e deu imediato exemplo de caridade cristã distribuindo todos seus bens aos pobres. O imperador procurou conquistar o prestigioso comandante, mas São Jorge repeliu generosamente todas as promessas, como também as conseqüentes ameaças e falou veementemente contra os ídolos.

Então diversos gêneros de suplícios lhe foram aplicados. Foi amarrado a taboas e deitado no chão e colocaram-lhe uma enorme pedra sobre o peito. Mas São Jorge continuava defendendo o cristianismo e vituperando o culto aos ídolos. Foi suspenso em um poste, sendo dilacerado a golpes de lanças. Depois, amarrado, foi massacrado com uma roda guarnecida com ganchos e facas, intentando assim reduzi-lo a pedaços.
E Deus fez magníficos milagres. São Jorge imediatamente ficava inteiramente ileso desses tormentos.

Ao verem isso, muitos se converteram. Diocleciano, porém, irritou-se mais: mandou que lhe calcassem botas de ferro, aquecidas ao fogo a ponto de ficarem rubras, com pontas contundentes dentro, e nesse estado obrigou-o a correr. Jorge suportou mais esse tormento, sem que parecesse estar sofrendo.

 E nova invulnerabilidade SN (= Supra-Normal, milagre). Os conselheiros e o próprio Diocleciano atribuíram tais fatos à magia. Fez vir o célebre Atanásio, mago muito habilidoso na sua charlatanice, para que fizesse feitiço (?) com poções mágicas. Jorge as bebeu sem nada sentir.

O mago, muito maravilhado, queria aprender o que pensava serem truques.
Fora de si pela admiração, Atanásio perguntou a São Jorge se seria capaz até de revitalizar um morto que então levavam por lá para o sepulcro.

 E São Jorge, com plena confiança em Deus, na presença de todos revitalizou o morto. O próprio Atanásio converteu-se ao cristianismo junto com outras muitas testemunhas.

 Algum tempo depois, Jorge na sua pregação passou pelo templo de Apolo, e com o Sinal da Cruz fez que da estatua de Apolo surgisse uma forte voz proclamando que Apolo não era Deus, senão um ídolo, impotente, sem vida. E a continuação instantaneamente o ídolo reduziu-se à poeira.

 Convertidos por sua palavra, confirmada com milagres, grande número de mártires o precederam ao céu, e como se fosse seu comandante São Jorge os seguiu depois quando Diocleciano mandou que lhe cortassem a cabeça. E... “Sangue de mártires, semente de cristãos”.

            O autêntico São Jorge de Capadócia, santo mártir católico, é um dos mais reverenciados no mundo. Destacadamente nos paises eslavos: Bulgária, Eslovênia, Polônia, Rússia, Tchecoslováquia e Ucrânia. Muito lamentável que no Brasil esteja sendo vilipendiado pelo absurdo mito e superstição do “São Jorge do Dragão” ou Ogum.

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